sábado, 18 de abril de 2009

Chamam-se refúgios



Chamam-se refúgios.

Refúgio é aquilo ou aquela pessoa com quem vais ter ao fim do dia se te sentes cansado, miserável ou só com sono.

(Porque)

Refúgio suga as tuas lágrimas e consegue substituí-las por um sorriso, ou pelo menos esforça-se para tal.

Refúgio posso ser eu, podes ser tu, pode ser até o meu cobertor verde macio, (mas)

Refúgio tem de existir sempre!

Refúgio é essencial (pois)

(Refúgio) torna as pessoas mais fortes em dias de tempestade.

Refúgio faz da tempestade pura neblina e, se dermos tempo ao tempo,

Refúgio provoca felicidade.

Chamam-se assim... porque são... refúgios.

"A razão porque dói tanto separarmo-nos é porque as nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham estado e sempre o fiquem. Talvez tenhamos vivido milhares de vidas antes desta, e em cada uma nos tenhamos reencontrado. E talvez que em cada uma tenhamos sido separados pelos mesmos motivos.
Isto significa que esta despedida é, ao mesmo tempo, um adeus pelos últimos 10.000 anos e um prelúdio ao que virá. Quando olho para ti vejo a tua beleza e graça, e sei que cresceram mais fortes em cada vida que viveste. E sei que gastei todas as vidas antes desta à tua procura. Não de alguém como tu, mas de ti porque a tua alma e a minha tem que andar sempre juntas.
E assim, por uma razão que nenhum de nós entende, fomos obrigados a dizer adeus um ao outro. Adoraria dizer-te que tudo correrá bem para nós, e prometo fazer tudo o que poder para garantir que assim será. Mas se nunca nos voltarmos a encontrar e se isto for verdadeiramente um adeus, sei que nos veremos ainda noutra vida. Iremos encontrar-nos de novo, e talvez as estrelas tenham mudado, e nós não apenas nos amemos nesse tempo, mas por todos os tempos que tivemos antes. (...)
Volta. Olha-me mais uma vez, dá-me só mais um abraço, beija-me por um segundo que seja. Sorri-me em toda a nossa cumplicidade, mostra-me de novo esse paraíso no teu olhar. Enfeitiça-me ainda com esse perfume só teu, queima-me com os arrepios do teu toque. Faz-me rir, faz-me chorar, faz-me querer partir e não ir. Agarra-me, só para me largares no instante seguinte. Ri-te, chora - mas ri-te e chora comigo. Traz-me de novo sonhos pintados no céu, dá-me só mais uma vez a lua daquela noite, regressa para um único amanhecer apenas.
Odeia-me, ama-me; permite-me amar-te, odiar-te, sentir todo um turbilhão demente de emoções. Ignora-me, ouve-me, desaparece e chama-me. Traz-me essa tua voz tímida só mais uma vez. Esquece-me, não me ames... mas volta. Volta."

in Diário da Nossa Paixão



http://www.youtube.com/watch?v=Xb2kafwVxVM

sábado, 11 de abril de 2009

Fantasmas


Os fantasmas assombram as mentes, e tu morres.


Não, não me leves para esse patamar porque felicidade a mais provoca cancro de pele. Eu sei que as tuas palavras não se vendem, mas dão-se de graça, e essas são fáceis porque se dão sem que peçamos. Não gosto de coisas que se dão sem luta.
Quero luta. Quero luta.

Às vezes sentas-te em frente à vida e deixas que fantasmas te comam a mente, não é?
Eu noto quando os carinhos não te saem, ou quando ficas apático, ou quando forças um sorriso menos feliz. Acho que te consigo distinguir através de todos os passados que trazes agarrados ao corpo e à alma.

Acho que nem te apercebes de como os pretéritos imperfeitos te predominam na língua, ou de como ainda atiras os olhos para o chão quando recordações te invadem a mente.

Dejá-vu.

Olha, eu não quero isto. Não assim. Não o ter de lutar para conseguir mais e melhor, não o ter de desviar o assunto só para não deixar que voes para o passado que te fugiu e que me parece ainda quereres agarrar. Não quero ver fantasmas entre nós, porque fantasmas comem amor, e um dia há-de chegar em que coma o nosso. coiso.

A perfeição é sempre a utopia, amor . Nunca um ponto de partida.

Eu sei que os fantasmas não morrem, mas podem ser asfixiados.
Eu já asfixiei os meus.
Consegues fazer o mesmo?

é que eles gelam-me a alma.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Menina Bailarina



Menina Bailarina

Saia rosa acizentada de tristeza

Calçada tem uma sabrina

A outra não; dera-lhe a moleza.


Tem como medo

Saltar, saltar e cair.

Uma vez aleijara-se no dedo

E passara-lhe a vontade de sorrir.


No entanto, ao fim do dia,

Lá se levanta e tenta mais uma vez.

Sente de novo a alegria

De poder dançar e contar até três.