Estávamos prometidos um ao outro assim como Pedro estava prometido a Inês de Castro, Romeu a Julieta e talvez até como os chocolates estão prometidos às mulheres em noites de Anatomia de Grey. Promessa feita às linhas do destino que traçam teias de aventuras e romances históricos e ainda vidas sem interesse algum.
Estávamos prometidos um ao outro porque provamos conseguir criar magia juntos e tal feito só tinha existido na era em que existiam dinossauros a voar em vez dos actuais aviões. Mas tudo se complicou quando as pessoas acreditaram que o destino eram elas próprias quem o criava e começaram a agir por conta própria. E eu lamento. Lamento porque é verdade e porque esta verdade nada devia alterar. Já se verifica à muito tempo mas nem todas as pessoas conseguiram abrir os olhos de maneira a o conseguirem ver. Quando o fizeram foi a chamada "loucura total" e nunca mais existiu a porra de uma alma que tivesse sossego na vida ou no que quer que elas tenham, e isto se é que elas existem. Mas quer existam quer não a realidade é a mesma e não há santo ou milagre que nos valha. Por isso bem que podemos esperar sentados tal como os alentejanos ainda esperam que as azinheiras produzam azeite "Galo" embalado e com o rótulo etiquetado, feito esse que há-de acontecer um dia, espero eu e a população alentejana também.
Esperar por ti, meu prometido, talvez já não seja uma opção; agora a vida humana é mortal e eu também quero ser feliz, mas amar-te acredito que seja a parte eterna da minha vida. Nem que te ame apenas com um bocadinho pequeno do meu coração.