domingo, 11 de julho de 2010

Isto é uma estória verídica.



Estava escuro. e frio. ele tinha ficado, porque ja era tarde e nao queria dormir. ela estava ali perto mas ele só tinha olhos para aqueles que falavam muito e riam muito. tantas foram as vezes em que ela lhe lançou olhares suplicantes, olhares sedentos de atenção, de palavras, de carinhos, de amor e abraços quentes. todos à sua volta tinham percebido que ela andava cabisbaixa, olhar sempre no chão. mas ele, egoísta e egocêntrico dizia que ela estava bem, só porque ela lhe dizia que estava sempre tudo bem.

(porra, as vezes gostava que visses para além daquilo que é visivel.)


mas estava frio. e ele ficou. ela foi, com alguém que não ele.mas alguém que já lhe tinha conquistado a atenção, que a tinha cativado desde o primeiro milésimo de segundo.

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E andaram por aquela rua muito escura, com as estrelas como tecto, com as árvores a aconchegar. Ele abraçou-a, e ela fechou os olhos porque tinha medo do escuro e gostava daquela sensação de protecção.
Foi estranho quando me perdi nele. quando deixei que ele me tocasse mesmo sabendo que não eras tu que ia encontrar quando abrisse os olhos. foi estranho dar tudo a quem nunca pediu nada. foi estranho querer sempre mais, e foi estranho ver o sorriso dele quando já estava exausto. foi lindo, mas assustador.


o tempo passou, a marca ficou.
"ao que parece, o meu corpo não te esquece.."