
Já me aconteceu ter saudades de alguém que estava mesmo ao meu lado. Já me aconteceu chorar por dentro pela ausência de alguém, costumo ter saudades. De uma gargalhada, da sombra de alguém, de uma conversa, de um aceno com a cabeça, às vezes de um sorriso, outras vezes de tempos que não me lembro muito bem, mas que imagino terem sido fantásticos.
As saudades tuas são diferentes. São algo que temo sentir. Que sei que me vai doer, por me faltarem as palavras e o quentinho no coração, se, por circunstâncias adversas, uma tempestade ou um terramoto, como na meteorologia, te ausentares ou distanciares de mim. Porque, podes não acreditar, mas fazes-me falta. E pode ser estranho para ti, mas quando eu me empenho não desisto fácil.
A minha alma sente a tua falta porque me completas e conheces de uma forma que poucas pessoas o fazem. E isso para mim é uma prenda de Natal eterna. No melhor embrulho e com a melhor fita a enrolar. Não há nada melhor para mim do que me conhecerem bem. Saberem o que penso sem eu dizer, saberem o que preciso sem eu pedir e, como me conhecem, darem-me q.b. porque sabem que exagero sempre. E tu “és o que me faz falta”. És ponto de equilíbrio. Por isso, fica. Sê meu amigo, sê um adepto do meu rabo enormíssimo, o que tu quiseres, mas fica. Porque eu gosto de ti e vou sentir a tua falta. E porque já ando a ver sofás na net e seria um vazio se o esforço fosse em vão.