ainda sei o peso exacto da tua morte. a minha personalidade mais excêntrica e criativa diz-me que está na altura de fazer planos para os destinos das nossas pernas. [mas eras tu o estremecer do autocarro, noites em cores cósmicas, as paisagens em degrade, com vignete nas margens- porque assim as recordações soam a belas.] quando me mataste, achei que pesavas exactamente a minha cabeça e o meu corpo, que ousa cair no de outros sem importância. e que se fodam as 21 gramas.
faz-me falta sentido e palavras de outros que me digam melhor que as minhas.