Vem na minha vela, o vento está de feição. Vem sem pressa nem medo num calmo golpe de mão. Sou corrente do golfo, brisa a vir do deserto. Tudo conflui para sul quando apareces por perto, mais perto. Navega-me mais para sul onde a onda é mais cavada. Eu quero o melhor de ti. Só quero o tudo e o nada. Às vezes duvido
se é preciso navegar, o mar só faz sentido se for o amor a mandar. Navega-me no escuro, segue a estrela do olhar. O meu desejo é um mapa e não há como enganar.
A próxima vez que me rir já sabes foi o amor que cedeu.
Da próxima vez que me rir é porque o amor me inundou e a sua água em nós correu. E o melhor veio depois porque então ríamos dois.