Encho-me de sentimento por ti, é sempre assim quando digo o teu nome. Não és perfeito, mas não queiras alcançar a perfeição, que eu também não. As pessoas foram uma invenção imperfeita, criadas para se completarem umas às outras, e tu preenches uma grande parte de mim. Tu cometes erros, e eu não fico para trás, também os faço, mas eu e tu temos aquilo que pouca gente tem e muita quer, aprendemos com os erros um do outro. Estou farta de contar histórias, e não vale a pena descrever a nossa história, são palavras e, meras palavras estão muito longe de caracterizar o sentimento, não é de agora, é de sempre. Por isso, meto as nossas muitas histórias de lado. Deixa-me agradecer-te, porque és a única pessoa no mundo que não me deixa falar de mais nas coisas, à primeira, ouves até ao final, à segunda já só te deixas ouvir se souberes que não me magoa. E eu sei, que parece sempre que não gosto dessa reacção, mas quero dizer-te que em grande parte, é nisso que está o meu sorriso. Mas o meu obrigado, a ti não se fica por tão pouco, és o exemplo da mais pura amizade, dás sem pedir nada em troca, não hesitas em impedir-me de cruzar a fronteira sonho/realidade, magoas, porque preferes dizer o que pensas a deixar-me ficar no absurdo, e nunca me falhaste, como podias tu? Na amizade, não tenho qualquer falha a apontar-te.
E por muito que te critiquem, por muito que me venham falar que és isto e aquilo, não percebo porque o fazem, já deviam estar avisados que nada nos destrói, atrevo-me a dizer que somos imortais, ao tempo e às batalhas, como muita gente o sonhava. E digo-te mais, vejo em nós uma amizade que muito pouca, certamente quase nenhuma, gente tem, mas nada disto é novidade para ti.
Ensinaste-me aquilo que ninguém teve coragem de ensinar, não se volta atrás duas vezes na mesma vida, atrevo-me a dizer que és o grande professor de mim, e eu, de ti. E digo-te mais, somos um do outro, porque por muito que te tenham, é a mim que pertences. E a eternidade espera-nos, afinal, é tudo eterno enquanto dura, e o sentimento não esquece. E como poderia eu, esquecer quem és? Se eu sem ti, não me sou.
E eu não te peço nada mais, se não que me deixes continuar a ver esse sorriso todos os dias, a pertencer a esse olhar em cada momento e a ser-me nas tuas palavras, não te peço mais nada, podes até ir embora, mas continua sempre em mim. Deixo-te livre, como sempre foste porque sei que és meu, que não és capaz de abandonar a casa que tanto conquistaste, e nem que um mundo nos separasse tu te irias de mim, nem que o tempo nos desgastasse tu mudarias de caminho, é a certeza que tenho, somos imortais.