terça-feira, 24 de novembro de 2009

Amor tem cheiro de chocolate
E sabor de cigarro.

Tem o toque quente do teu pé no meu,
Tem um sorriso de lábios magoados.

A vontade de voltar atrás só para te ver mais uma vez,
O querer viver no sonho onde te encontras.


O Amor é amar-te em segredo.


Dou-me à ilusão que quero viver.

Se pudesse dava-me a realidade que quero ter.

Inconscientemente ainda quero acreditar que podemos escrever um final feliz.

Abdicava.

Pelos beijos que desejo, pelo teu toque, pelo teu olhar.

Sim, por ti.

Nunca quis que fossemos inacabados mas sim completos.


Esqueço-me da razão embora tu não.

Perco-me e dou-te o coração que seguras por minutos e depois o abandonas.

Se to dei, se o aceitas-te,
Guarda-o.

Tem tudo o que sinto, tudo o que sonho... tem-te a ti.

Bem sei que ele pesa de tanto que vivi mas não tenhas medo,
Não o deixes no dobrar da esquina,
Leva-o contigo.

Leva-me contigo.

Porque mesmo quando me deixas ao relento,
Continuo a amar-te incondicionalmente.


Sim, eu Amo-te.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

às vezes só queria que soubesses que..

mudas o meu mundo com meia dúzia de palavras.

às vezes só queria que sonhasses que..

mudas a minha vida com um sorriso.

às vezes só queria que pensásses que..

não há nada melhor do que tu.

às vezes... quero... não, olha..

fica enquanto puderes, enquanto quiseres, enquanto, fica apenas.




contigo há um sorriso melhor.
és o melhor que tenho.

Eternamente tua @

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Gesto de Luz

Já vivi muitos abraços e sinto-me sortuda por isso. Abraço de mãe, de pai, de irmã, tia, tio, primos e avós, amigo, amiga, colega e, se calhar, também de desconhecido. Por isso, para mim, abraço é algo comum, que se dá acompanhado pelas prendas de Natal.
No entanto, existem abraços que fogem à regra. São aqueles que acendem a alma, se é que esta existe. São pontos de luz, que nos recrutam da rotina da vida e dos outros momentos mais infelizes. E esses abraços, merecem destaque.



*



Estava frio, naquela noite. Tinha o cobertor, o carapuço, mas nem mesmo o pijama forrado de algodão me aquecia o suficiente. Foi aí que um bater leve na porta me despertou do sono leve e me levou a descer as escadas. Quando o fiz ele estava lá. Independentemente das doenças, do frio ou da chuva, lá estava ele, com uma oferta pouco comum. Era o abraço. Apertou-me contra ele, como se os seus braços fossem um escudo protector e embalou-me, suavemente e da maneira correcta, como quem cura sem medicina. O calor regressou, o sono tranquilizou o momento e adormeci ali, nos seus braços, feliz como nunca tinha sido, por causa do abraço.


Becas

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Saudades.

"Tenho saudades tuas
isso eu sei porque eu sinto no meu peito essas ruas
nunca imaginei um amor assim
e agora até ficou real
mas isso trouxe coisas atrás
no momento de uma decisão percebes tudo o que o presente faz
mesmo querendo ter alguém eu quero ter-me a mim
mas meu amor
nenhum de nós deixará de ser real
passo por essas ruas
isso eu sei porque eu sinto ter ainda no meu peito coisas tuas.”

, as minhas saudades tuas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Aniversário


Uma prenda é algo que alguém não oferece a si próprio. É algo divertido ou algo caro, algo especial, ou manual. Hoje, uma prenda é um post, chamado "Aniversário".

Já há algum tempo que não se falavam. O Verão entrou e não se sabe se por falta de tempo ou porque outro motivo as letras não se tinham encontrado para formar palavras faladas. O tempo não parou, a idade fez o mesmo, mas as lembranças, as recordações essas, juntamente com a saudade, permaneceram no vazio ou no cheio do dia à dia.

*

O velho estava sentado no alpendre com o livro mais antigo que possuia. Fora seu pai quem lho oferecera um dia, quando completara 4 anos. Não tinha imagens, a capa era preta, e no início não tinha achado o livro algo de entusiasmante. Depois de ter lido a primeira palavra, tudo mudou. Lembrava-se como se fosse o próprio dia. E, talvez por querer voltar ao passado que o mantia vivo, mais uma vez, o velho pegou no livro e leu:

*

Está à tua espera. :) Feliz aniversário.
Um beijo saudoso,
Becas

domingo, 6 de setembro de 2009

O que vai ser de nós quando a música partir em estilhaços os ouvidos ?

Vão ser horas. horas de minutos, pintadas a vermelho e preto, que são as cores que te identifico e com as quais acho que te pintas quando acordas. vão ser abraços quentes, com sorrisos nostálgicos, e se a noite assim quiser e assim providenciar, vão ser sinapses labiais que encobrem rostos para que eles não vejam o que os incontroláveis fazem quando ninguém lhes crava os olhos.


Vai ser o som da pele a roçar na pele, a epiderme a sentir os pêlos a eriçarem-se, o quente dos corpos na noite fria de um dia de Outubro. Se um alguém deixar, um outro alguém vai pedir ao céu que não seja fátuo como é rotineiramente, nesta cidade de fábricas e gases, vai pedir para deixar que as estrelas mostrem a bainha da sua saia.

E que vai ser mais, quando a música se calar ?
Vão ser palavras dançantes e mimalhas que saem sem medo.

Eu não tenho medo de me despir quando tu estás a olhar.

domingo, 16 de agosto de 2009

"And you might say it´s self indulgent,
and you might say it´s self destructive
but, you see, it´s more productive
than if I were to be healthy."


O teu tempo esgota-se, amor. O funil pelo qual escorrem as horas e os minutos, andei a desintupi-lo. Andavam memórias nossas felizes e libertinas a tentar tornar-te um atraso de vida mais feliz. Que indulgência tão comovente, que falta de tangibilidade. Qualquer dia as desculpas, que eu gosto de inventar numa tentativa rasca e antecipadamente frustrada de te proteger, deixam de ter qualquer fundamento ou base racional notória.
Eu sei. Não pediste tempo, deste-me sem eu ter querido. Não mintas, as paredes do teu quarto viram-me chorar e tu não. Mentiroso quando dizes que está tudo bem. Nunca esteve tudo tão mal. Está bem, eu reconsidero. A verdade é que não está tudo mal. E, tentanto enunciar isto de uma forma simplista, só diria o seguinte: simplesmente não está.
Não estamos. Nem eu estou para ti quando te esqueces de dizer que me amas, nem tu estás para mim quando o meu coração começa a cavalgar a um ritmo frenético e tu pões a culpa no calor.
Nem o amor está para nós, nem nós estamos para a saudade louca a incontrolável que já não nos sai das órbitas oculares, extasiadas de excitação, encarnadas de ansiedade. Ansiedade de alguém que agora não diz que vai voltar. (ou se esquece de dizer porque o tempo das palavras já se perdeu há muito e a proximidade corporal está de greve pelo sindicato.)
Sim, eu espero. Ainda tens tempo para gastar. Algum, não pouco mas também não muito.

Estão-me a escassear as desculpas em farrapos para explicar a tua tão presente ausência.