Cara "R", lamento informar-te mas este post não foi escrito por quem tu achas que foi. Este blog é partilhado por duas pessoas e acho que devias ter um bocadinho mais de respeito até porque lá por tu estares por todo o lado não quer dizer que sejas proprietária de tudo e de todos.
Passo a dizer também que meteres-te no que não és chamada também não é uma coisa que te fique bem. Se és assim tão sábia como demostras ser (sim, porque vens pros blogs das outras dar conselhos sem ninguém o pedir.) deves ter mais do que fazer do que andar a cuscar as coisas dos outros. Deixa que te diga que “tens muito que aprender” e “saber ser-se adulta” é deixar os desconhecidos viverem a vidinha deles sem te intrometeres. Sim, porque há vida depois de ti, “R”.
Aprender a interpretar as palavras e a reconhecer a escrita das pessoas é capaz de te ser útil no futuro. Até porque este texto era uma espécie de despedida, mas enfim, cada um vê o que mais quer ver.
Agradecia que não voltasses a este “mundo de fantasia”. Não é pessoal, mas não gostamos das tuas palavras cá.
Cumprimentos,
Becas, a segunda -.-
P.S- ahahahahah
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Estávamos prometidos um ao outro assim como Pedro estava prometido a Inês de Castro, Romeu a Julieta e talvez até como os chocolates estão prometidos às mulheres em noites de Anatomia de Grey. Promessa feita às linhas do destino que traçam teias de aventuras e romances históricos e ainda vidas sem interesse algum.
Estávamos prometidos um ao outro porque provamos conseguir criar magia juntos e tal feito só tinha existido na era em que existiam dinossauros a voar em vez dos actuais aviões. Mas tudo se complicou quando as pessoas acreditaram que o destino eram elas próprias quem o criava e começaram a agir por conta própria. E eu lamento. Lamento porque é verdade e porque esta verdade nada devia alterar. Já se verifica à muito tempo mas nem todas as pessoas conseguiram abrir os olhos de maneira a o conseguirem ver. Quando o fizeram foi a chamada "loucura total" e nunca mais existiu a porra de uma alma que tivesse sossego na vida ou no que quer que elas tenham, e isto se é que elas existem. Mas quer existam quer não a realidade é a mesma e não há santo ou milagre que nos valha. Por isso bem que podemos esperar sentados tal como os alentejanos ainda esperam que as azinheiras produzam azeite "Galo" embalado e com o rótulo etiquetado, feito esse que há-de acontecer um dia, espero eu e a população alentejana também.
Esperar por ti, meu prometido, talvez já não seja uma opção; agora a vida humana é mortal e eu também quero ser feliz, mas amar-te acredito que seja a parte eterna da minha vida. Nem que te ame apenas com um bocadinho pequeno do meu coração.
Estávamos prometidos um ao outro porque provamos conseguir criar magia juntos e tal feito só tinha existido na era em que existiam dinossauros a voar em vez dos actuais aviões. Mas tudo se complicou quando as pessoas acreditaram que o destino eram elas próprias quem o criava e começaram a agir por conta própria. E eu lamento. Lamento porque é verdade e porque esta verdade nada devia alterar. Já se verifica à muito tempo mas nem todas as pessoas conseguiram abrir os olhos de maneira a o conseguirem ver. Quando o fizeram foi a chamada "loucura total" e nunca mais existiu a porra de uma alma que tivesse sossego na vida ou no que quer que elas tenham, e isto se é que elas existem. Mas quer existam quer não a realidade é a mesma e não há santo ou milagre que nos valha. Por isso bem que podemos esperar sentados tal como os alentejanos ainda esperam que as azinheiras produzam azeite "Galo" embalado e com o rótulo etiquetado, feito esse que há-de acontecer um dia, espero eu e a população alentejana também.
Esperar por ti, meu prometido, talvez já não seja uma opção; agora a vida humana é mortal e eu também quero ser feliz, mas amar-te acredito que seja a parte eterna da minha vida. Nem que te ame apenas com um bocadinho pequeno do meu coração.
domingo, 11 de julho de 2010
Isto é uma estória verídica.
Estava escuro. e frio. ele tinha ficado, porque ja era tarde e nao queria dormir. ela estava ali perto mas ele só tinha olhos para aqueles que falavam muito e riam muito. tantas foram as vezes em que ela lhe lançou olhares suplicantes, olhares sedentos de atenção, de palavras, de carinhos, de amor e abraços quentes. todos à sua volta tinham percebido que ela andava cabisbaixa, olhar sempre no chão. mas ele, egoísta e egocêntrico dizia que ela estava bem, só porque ela lhe dizia que estava sempre tudo bem.
(porra, as vezes gostava que visses para além daquilo que é visivel.)
mas estava frio. e ele ficou. ela foi, com alguém que não ele.mas alguém que já lhe tinha conquistado a atenção, que a tinha cativado desde o primeiro milésimo de segundo.
_
E andaram por aquela rua muito escura, com as estrelas como tecto, com as árvores a aconchegar. Ele abraçou-a, e ela fechou os olhos porque tinha medo do escuro e gostava daquela sensação de protecção.
Foi estranho quando me perdi nele. quando deixei que ele me tocasse mesmo sabendo que não eras tu que ia encontrar quando abrisse os olhos. foi estranho dar tudo a quem nunca pediu nada. foi estranho querer sempre mais, e foi estranho ver o sorriso dele quando já estava exausto. foi lindo, mas assustador.
o tempo passou, a marca ficou.
"ao que parece, o meu corpo não te esquece.."
Estava escuro. e frio. ele tinha ficado, porque ja era tarde e nao queria dormir. ela estava ali perto mas ele só tinha olhos para aqueles que falavam muito e riam muito. tantas foram as vezes em que ela lhe lançou olhares suplicantes, olhares sedentos de atenção, de palavras, de carinhos, de amor e abraços quentes. todos à sua volta tinham percebido que ela andava cabisbaixa, olhar sempre no chão. mas ele, egoísta e egocêntrico dizia que ela estava bem, só porque ela lhe dizia que estava sempre tudo bem.
(porra, as vezes gostava que visses para além daquilo que é visivel.)
mas estava frio. e ele ficou. ela foi, com alguém que não ele.mas alguém que já lhe tinha conquistado a atenção, que a tinha cativado desde o primeiro milésimo de segundo.
_
E andaram por aquela rua muito escura, com as estrelas como tecto, com as árvores a aconchegar. Ele abraçou-a, e ela fechou os olhos porque tinha medo do escuro e gostava daquela sensação de protecção.
Foi estranho quando me perdi nele. quando deixei que ele me tocasse mesmo sabendo que não eras tu que ia encontrar quando abrisse os olhos. foi estranho dar tudo a quem nunca pediu nada. foi estranho querer sempre mais, e foi estranho ver o sorriso dele quando já estava exausto. foi lindo, mas assustador.
o tempo passou, a marca ficou.
"ao que parece, o meu corpo não te esquece.."
domingo, 4 de julho de 2010
Eu vou continuar a correr, está bem? Vou ansiar ininterruptamente por qualquer coisa que não sei o que é nem onde está. E vou percorrer novos rios, mas sempre na margem (porque eu sou decadente, e os decadentes ficam sempre na margem do rio). Nunca irei por trilhos traçados, porque esses afundam vontades e opiniões.
'E vais sozinha? '
Queria saber querer isso. Poder andar com as mãos ao vento e não deixar que ninguém as prendesse. Ter um coração leve e fugaz, cujo contentamento e satisfação passasse apenas por breves encontros fugidios e esquecíveis.
'Não o é? '
Às vezes. Quando sinto sem pensar, e tento não lembrar depois. Mas às vezes, enquanto caminho na grande estrada de pedras soltas que é a vida, encontro outros como eu que não me deixam esquecer. Que eu não quero esquecer.
'Queres sentir, neste momento? Estás a sentir? '
Não digas a ninguém, é segredo. Ontem, enquanto tomava banho, descobri-lhe as impressões digitais no meu corpo. O corpo não esquece, ficou lá, para atormentar, para lembrar, para fazer sorrir. Para me dizer que vai estar sempre lá, mas que eu não vou conseguir alcançar.
[gostava de ter uma boca corajosa que fizesse as perguntas que saem pelos poros. ou então um coração pequeno que não soubesse sentir.]
'E vais sozinha? '
Queria saber querer isso. Poder andar com as mãos ao vento e não deixar que ninguém as prendesse. Ter um coração leve e fugaz, cujo contentamento e satisfação passasse apenas por breves encontros fugidios e esquecíveis.
'Não o é? '
Às vezes. Quando sinto sem pensar, e tento não lembrar depois. Mas às vezes, enquanto caminho na grande estrada de pedras soltas que é a vida, encontro outros como eu que não me deixam esquecer. Que eu não quero esquecer.
'Queres sentir, neste momento? Estás a sentir? '
Não digas a ninguém, é segredo. Ontem, enquanto tomava banho, descobri-lhe as impressões digitais no meu corpo. O corpo não esquece, ficou lá, para atormentar, para lembrar, para fazer sorrir. Para me dizer que vai estar sempre lá, mas que eu não vou conseguir alcançar.
[gostava de ter uma boca corajosa que fizesse as perguntas que saem pelos poros. ou então um coração pequeno que não soubesse sentir.]
sábado, 3 de julho de 2010
não me canso de olhar, tudo e todos, enquanto não é hora. com maldade superficial, alto gordo triste morto, ignorante animal. ou não tanto, eufórico génio pintor, aquele escreve o outro canta com os pés; esta fala por falar, não diz nada e pensa que a ouvem. ninguém ouve para além do que diz, podes contar que até ouvem mas não ouvem - o lugar ao meu lado está livre, senta-te e vem gozar o mundo comigo, não nos iremos ouvir, só troçar dos outros - e eu vejo-os a todos, todos iguais mas também não ouço nenhum, falta-me o interesse sabes, e devaneio mais alto do que falo.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Eu sei dizer adeus.
Se é isso que te preocupa, se é por isso que não sabes ir embora, já vais tarde. Se é isso que te invade os sonhos e os torna em pesadelos, dorme descansado. Se é por minha causa que ainda olhas para trás, continua, eu não me perco.
Se é por isso que tanto hesitas em seguir, eu aprendi a dizer adeus.
Aprendi a dizer adeus de costas voltadas ao passado, aprendi a dizer adeus de olhos fechados às memórias, aprendi a dizer adeus de lágrimas cerradas à revolta. Aprendi a dizer adeus com um sorriso nos lábios e um nó nas palavras, podes ir embora. De que tens tu medo, se quem perde sou eu?
Se é por tantas histórias que contas, eu já li todos os possíveis finais.
Vais embora, como eu sempre esperei que fosses. Vais para longe, sem saberes de onde vieste. Vais seguir em frente porque toda a tua vida se passa a alta velocidade e tu já paraste tempo demais perto de mim. Vais fugir das palavras porque não sabes como as falar.
Tudo bem, eu já sabia, podes ir-te embora.
Tu vais, o sorriso fica.
- adeus.
não fizeste nada de mal, até porque:
' não há nada completamente errado no mundo,
até um relógio parado consegue estar certo duas vezes por dia. '
Se é isso que te preocupa, se é por isso que não sabes ir embora, já vais tarde. Se é isso que te invade os sonhos e os torna em pesadelos, dorme descansado. Se é por minha causa que ainda olhas para trás, continua, eu não me perco.
Se é por isso que tanto hesitas em seguir, eu aprendi a dizer adeus.
Aprendi a dizer adeus de costas voltadas ao passado, aprendi a dizer adeus de olhos fechados às memórias, aprendi a dizer adeus de lágrimas cerradas à revolta. Aprendi a dizer adeus com um sorriso nos lábios e um nó nas palavras, podes ir embora. De que tens tu medo, se quem perde sou eu?
Se é por tantas histórias que contas, eu já li todos os possíveis finais.
Vais embora, como eu sempre esperei que fosses. Vais para longe, sem saberes de onde vieste. Vais seguir em frente porque toda a tua vida se passa a alta velocidade e tu já paraste tempo demais perto de mim. Vais fugir das palavras porque não sabes como as falar.
Tudo bem, eu já sabia, podes ir-te embora.
Tu vais, o sorriso fica.
- adeus.
não fizeste nada de mal, até porque:
' não há nada completamente errado no mundo,
até um relógio parado consegue estar certo duas vezes por dia. '
homem, não tenhas medo, a escuridão em que estás metido aqui não é maior do que a que existe dentro do teu corpo, são duas escuridões separadas por uma pele, aposto que nunca tinhas pensado nisto, transportas todo o tempo de um lado para outro uma escuridão, e isso não te assusta, há bocado pouco faltou para que te pusesses aos gritos só porque imginaste uns perigos, só porque te lembraste do pesadelo de quando eras pequeno, meu caro, tens de aprender a viver com a escuridão de fora como aprendeste a viver com a escuridão de dentro, agora levanta-te de uma vez, por favor, mete a lanterna no bolso, que não te serve de nada, guarda os papéis, já que fazes questão de os levar, entre o casaco e a camisa, ou entre a camisa e a pele.
- saramago
- saramago
Assinar:
Postagens (Atom)