domingo, 17 de outubro de 2010



Há dias assim.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010



E de um momento pro outro foi-se.
Equilibrou...

domingo, 26 de setembro de 2010



Tic Tac Tic Tac. Está quase.

sábado, 25 de setembro de 2010

Balanço

Li ontem num ficheiro de Psicologia Social que a adolescência se prolonga até aos 18/20 anos e fiquei aliviada. Sempre me achei demasiado instável e indecisa para a minha idade, que devia ser mais calma, ponderar bem e decidir com alguma agilidade, e nunca consegui ser assim. De precipitada passei a extremamente indecisa. De decisões rápidas e mal pensadas passei a decisões lentas, muitas vezes a não-decisões. Isto porque ficava dias, semanas, meses a ver prós e contras e nunca chegava a conclusão nenhuma. Não me parecia que houvesse um lado que merecesse ser escolhido. Sempre tendi para o exagero.
Continuo assim, mas acho que agora tenho uma noção do que quero fazer. Um ano parada fez-me bem. Todas as pessoas me julgaram. "Ah, porque devias estar na faculdade como nós, já fizeste um ano de melhorias, tens de avançar", dizia a amiga que passou de bestial a besta, precisamente por causa da faculdade. "Ah, porque Coimbra é uma óptima cidade para se estudar", dizia a avó que mal sabe ler. Todos temos defeitos, todos cometemos erros e tomamos decisões que nem toda a gente aprova. Eu própria não gostei a 100% da decisão que tomei, mas sei que teve de ser e olhando para trás, faria o mesmo se tivesse que regressar àquele dia de Janeiro em que fiz as malas e entreguei a chave do quarto à cusca da porteira. Foi dos dias mais felizes da minha vida. Nunca me vou esquecer do que senti quando pousei as malas no comboio e pensei "Nunca mais cá volto!".
Depois foi um ano complicado. Ninguém pense que foi maravilhoso estar em casa meses a fio sem incentivos para estudar. Vir para casa foi o oposto de desistir e tive de travar batalhas diárias para estudar 6h a 8h num ambiente de fome e de sono. Fartei-me de ver os móveis da sala, os livros, as rotinas de quem realmente vivia, as cadeiras do Norteshopping começaram a reconhecer-me e lá consegui chegar ao fim do ano com tudo estudado. Não tão bem como devia ter sido, mas foi o melhor que consegui.
O que retiro deste ano não é só isto. Sim, provei que consigo ser persistente e que tenho uma força de vontade enorme, que sei-me sacrificar e esforçar, mas consegui reflectir num monte de coisas que sei, que se tivesse uma rotina, não o faria. Livrei-me de sentimentos maus, de coisas que não tinha ultrapassado, pensei de diferentes maneiras e pus-me em paz comigo mesma. Posso dizer que neste momento sou feliz e que entrar na faculdade é a cereja em cima do bolo. Estou em paz comigo mesma e o que vier é lucro. Claro que não vou cruzar os braços agora. Vou é arregaçar as mangas, porque a minha vida está prestes a começar. E quem sabe com o tempo, talvez passe de adolescente a adulta.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Já me aconteceu ter saudades de alguém que estava mesmo ao meu lado. Já me aconteceu chorar por dentro pela ausência de alguém, costumo ter saudades. De uma gargalhada, da sombra de alguém, de uma conversa, de um aceno com a cabeça, às vezes de um sorriso, outras vezes de tempos que não me lembro muito bem, mas que imagino terem sido fantásticos.

As saudades tuas são diferentes. São algo que temo sentir. Que sei que me vai doer, por me faltarem as palavras e o quentinho no coração, se, por circunstâncias adversas, uma tempestade ou um terramoto, como na meteorologia, te ausentares ou distanciares de mim. Porque, podes não acreditar, mas fazes-me falta. E pode ser estranho para ti, mas quando eu me empenho não desisto fácil.

A minha alma sente a tua falta porque me completas e conheces de uma forma que poucas pessoas o fazem. E isso para mim é uma prenda de Natal eterna. No melhor embrulho e com a melhor fita a enrolar. Não há nada melhor para mim do que me conhecerem bem. Saberem o que penso sem eu dizer, saberem o que preciso sem eu pedir e, como me conhecem, darem-me q.b. porque sabem que exagero sempre. E tu “és o que me faz falta”. És ponto de equilíbrio. Por isso, fica. Sê meu amigo, sê um adepto do meu rabo enormíssimo, o que tu quiseres, mas fica. Porque eu gosto de ti e vou sentir a tua falta. E porque já ando a ver sofás na net e seria um vazio se o esforço fosse em vão.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Eu não sei falar de amor

Oh vizinho, ora bom dia
como vai a saúdinha?
e eu não sei falar de amor...

Oh vizinho e este tempo?
a chuva dá pouco alento...
e eu não sei falar de amor...

Oh vizinho e o carteiro?
que se engana no correio...
e eu não sei falar de amor...

E soubesse eu artifícios
de falar sem o dizer
não ia ser tão difícil
revelar-te o meu querer...

A timidez ata-me a pedras
e afunda-me no rio
quanto mais o amor medra
mais se afoga o desvario...

E retrai-se o atrevimento
a pequenas bolhas de ar...

E o querer deste meu corpo
vai sempre parar ao mar...

Oh vizinho e a novela?,
será que ele ficou com ela?
e eu não sei falar de amor...

Oh vizinho e o respeito?
não se leva nada a peito...
e eu não sei falar de amor...
refrão

Oh vizinho então Adeus
vou cuidar de sonhos meus
que eu não sei falar de amor..

Deolinda, Eu não sei falar de amor :)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A minha história de amor - I


E nisto caí. Já era bem comum às minhas caminhadas um tropeção, uma cabeçada numa árvore, cheguei mesmo a cair num buraco, mas neste dia, para compensar a sorte que não tinha tido, caí numa poça de água. Uma coisa nojenta, lamacenta com um sapo enormesco verde a fazer os típicos barulhos de anfíbio. Gritei e tentei levantar-me mas com o barulho dele a gritar contra mim, ainda me afundei mais. Em vez de ter os pés afundados na lama, fiquei com o rabo e as minhas cuecas enterradíssimas. O sapo sempre a olhar pra mim. Os berros dele ficaram mais próximos e foi aí que ví o bonito que ele era. Alto, moreno, de olhos verdes, pena estar completamente sujo, mantive as esperanças até que aquele ser extremamente belo, trocou a expressao neutra por um olhar raivoso e aí tive medo.
- Esperei 2 anos, repito, duas vezes 365 dias, para ver este fenómeno. Passei o Inverno, o Verão, o Outono e a Primavera sentado naquele pau, travei uma batalha com um urso pra conquistar o mísero pau, e agora, agora que estava quase a conseguir, tu, com o teu mau equilíbrio decidem vir cair aqui em cima? Que mal fiz eu a Deus! Por amor!!
Fiquei estática. Só ouvi blábláblá urso e qualquer coisa semelhante a números. A beleza dele era superior, como algo de um planeta longínquo, tipo Hollywood onde tudo é lindo e maravilhoso. Até as pessoas que eu considerava bonitas ou extremamente maravilhosas no meu mundo citadino eram vagabundos quando colocadas ao lado daquele ser, vindo de um Planeta distante. Foi então que me apercebi que já estava à mundo tempo calada e murmurei algo que ainda hoje não sei bem o que foi. Pelos vistos, fiz bem, porque ele mudou logo o tom de voz e amavelmente pegou em mim, deixou a minha Prada lá com o sapo, mas na altura só conseguia olhá-lo nos olhos, era secundário tudo o resto, e levou-me para uma casinha como nunca tinha visto. As paredes eram verdes de trepadeiras que as rondavam, saia fumo de uma pequena chaminé e o alpendre era feito de uma madeira que se falasse tinha muitas, infinitas histórias e estórias para contar. Pensei que estivesse a sonhar. Se calhar todo este raciocínio era resultado do bater com a cabeça numa pedra, sei lá bem, mas quando me senti enrolada naquela manta com cheiro a hortelã e ao sentir o quente da chávena chocolate na minha mão, vi que era verdade. Ele olhava-me sentado no chão, como se eu é que fosse a estrangeira e tentou perceber que língua falava. Nada me saia e talvez ele tenha ficado com a impressão de que eu era deficiente mental, não sei, mas eu só conseguia contempla-lo. E já que ia ficar com a fama queria muito o proveito.