domingo, 3 de maio de 2009


Olha, queres brincar?

Eu estou aqui. Pega na minha mão. Leva-me para a (tua) terra do nunca.
Leva[nos].

Olha, estás a ver?
As minhas mãos estão frias. Os meus lábios têm cieiro.
Bolas.

Anda. Vem.
Deixa-me cheirar-te. Deixa-me chegar perto de ti.
Só mais uma vez.

Olha, queres sentir?
Nós já morremos, mas eu posso ressuscitar-nos.


Queres ver?

Eu pego na varinha de condão que não tenho mas que acabei de inventar agora e faço magia.
E faço com que voltes a sentir.

B o r b o l e t a s .

Posso obrigar-te a sentir [me]?
Posso obrigar-te a amar [me]?
Posso obrigar-te a querer voltar?




Anda.
Vem.






Finjamos que tudo não passou de um sonho mau.






"Por isso com a alma aflita, uma rapariga procura sentimentos recíprocos. Em muitos sítios onde não devia, em que já sabe que não vai encontrar nada de jeito, porque os vícios colam-se às pessoas quaisquer que elas sejam, más ou boas. E depois é tarde e uma rapariga é um ser volátil que se queima."