segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sabem uma coisa?
A vida é má.É.

E deve ter um trauma qualquer de infância que a leva à agressão. Gosta de dar pancada nas pessoas.
E bate, bate, bate.
A vida bate-nos tanto que nos deixa sem forças sequer para rastejar. Sem forças para respirar.

Mas, depois de dar tanta porrada nas pessoazinhas indefesas que não têm culpa de serem tão reles e tão imperfeitas, a vida dá um cobertor.
Aconchega.
Dá-nos um chupa-chupa do tamanho do mundo e diz-nos que vai ficar tudo bem.








E depois de andar quase meio ano a fingir sorrisos decidi matar-te.
Risquei-te do papel.
Lembras-te daquele dia que eu tanto falava? Daquele dia em que já nem iria recordar da tua voz?Do cheiro? Da cor?

É hoje.
É.

Adeus.




[Estou feliz.
Bah.
E desenvolvo uma reacção auto-alérgica. É que sou alérgica à felicidade.]

















E olha vidinha, não vale a pena tentares bater-me outra vez.
Eu comprei umas luvas de boxe.